quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Um Favor




O ministro das Finanças da Gracolândia, Janos Virafakis ligou-me ontem e pediu-me que dedicasse este som à chancelaça Merkievel da Germolândia, pois cortaram-lhe o acesso à banda larga.

Pedido satisfeito

sexta-feira, janeiro 09, 2015

If you do not believe, you do not understand. Can i Have a tea, please?





Cultural and Religious disputes should never offend the law and human rights. They are free of testing the limits of the law, they are free (AND SHOULD BE) to force the law to progress and adapt, but they should never offend the general principle, the law and human rights and most of all the citizen, the individual.

The grand virtue of a statement, being him whatever kind, is the possibility of being criticized and scorned. The power of an argument, the strength of a theory is tested in the field, in "the field of battle" otherwise is pure dictatorship and imposition. There is no room for that, we do not want that. Everything that is oppressing and constraints thought and freedom of speech, must be cast aside. If one cannot live among the others, if one cannot expose and dispute is convictions and TOLERATE other views, then he should move to another location. 

But in that location, people must stay in they´re one free will, choosing their fate, because choosing one´s fate it is also a human right. If it is to exist an extremist state, from my point of view, with the "charia", let it be. But people must choose to live in it, not be forced to live in it. 

All along history we have add major changes that started with massification of ideals. From Greek democracy and the concept of "free man", from the concept of Roman, to the concept of citoyen, from Russian to Soviet and from Soviet to Russian, the world as turned and turned and will keep on turning with the difference that we have been moving from open and declared wars and violence to a more localized disputes. Even with all the diplomacy mistakes after WWII, the progress is noticed. 

In this way Perhaps one day the majority of the world will be Budhist or Jew or Muslim, or nothing, but today we say out and loud, WE DO NOT WANT THIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! France does not want this, the LARGE majority of the world does not want this, Muslims do not want this. 

So i get back to the title, if you do not believe you do not understand, but the big difference is that instead of killing, or causing injuries in some other way, we just dispute, argue, cross examine, test the logical value of the arguments, right a comment, laugh, scorn, and at last, at the end of day we are FREE to say: Way don´t you go and fuck yourself? Let us all have a beer...Upss, you cannot drink! Can i have a tea please?

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Bola de Ouro 2014




Manuel Neur
in http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=516547

Não ligo muito a isto, mas Ronaldo irá ganhar sem sombra de dúvidas, e com toda a justiça, isto apesar de considerar que em qualquer competição, só no fim se sabe quem ganha. Contudo esta parece não poder fugir, nem poder, nem dever.

No entanto, por outro lado, porque nos parece tão absurdo um médio, um defesa ou um guarda-redes, aspirar a ganhar um prémio deste quilate? A mim não parece, de todo. Buffon, Andrea Pirlo, Michael Ballack, Lothar Matheus - este chegou a ganhar - Frank Lampard, Totti, Paolo Maldini, o próprio "Carleto", enfim, uma panóplia de jogadores de grande classe.

E Manuel Neur!? É fabuloso, fabuloso, abriu em definitivo um novo espaço para o guarda-redes - verdadeiramente o 11º Jogador - no futebol do presente e do futuro. Acredito que até a formação de guarda-redes já está a influenciar.

Quanto a ganhar isto? Difícil, muito difícil, até pela "estratosférica" qualidade dos rivais, mas Neuer é também um estratosférico, sem dúvida. Recordo o seu profissionalismo no Mundial (frente ao Brasil) os primeiros 10/15 minutos da segunda parte, com o resultado em 0-5 para Alemanha. Louvável a qualidade das defesas e a postura, postura essa que nos colegas tinha equivalido aos 0-5 até ao momento. 

terça-feira, dezembro 02, 2014

Cartas de um Naufrago - Epilogo







Boa noite, 

Após uns logos 5 anos de árduo trabalho, avanços e recuos, apresentei a última carta do nosso naufrago, melhor, não se pode dizer que tenha sido a última no sentido físico, mas antes no sentido de que não consigo discernir mais nada daquilo que se me apresenta à minha frente. Para mim, trata-se apenas de uma massa de papeis, disforme, indecifrável. Contudo, aquela que defini como última, parece-me a mim ter sido mesmo a última, até pelo seu conteúdo, se bem que não não há qualquer forma de saber quando a garrafa foi jogada ao mar, pois pode muito bem ter sido lançada durante a suposta viagem de regresso ou até mesmo depois desse regresso. Tais considerações estão para além das minhas capacidades. Talvez o próprio, se por algum acaso se cruzar com estas linhas, possa um dia revelar o que de facto de passou.

Tentei com todo o meu engenho, limitado por natureza, decifrar os escritos, sendo que muitos deles se encontravam, e encontram, num estado lastimável, quase impossíveis de manusear. Não acrescentei nada ou adaptei. Está apenas publicado o que consegui compreender.
Sito o autor na despedida:

"Aceito a condição de naufrago, recusando a condição de naufragado. Órfão de ti, órfão de nós -reconhecendo a condição de que tudo morre, mas que nada nos deixa - como progenitor da minha própria vida, parto como navegador solitário, a condição por excelência do ser humano, em busca do porto de abrigo, em busca de ti."

Lisboa, 02 de Dezembro de 2014


Cartas de um Naufrago - 10ª e última entrada Entrada

 
Wanderer Above the Sea of Fog,
Casper, David Friedrich  

 «É [...] final da tarde. O mar está calmo, corre uma pequena brisa que espero que seja suficiente para enfunar a vela e me levar daqui. Os trapos que me cobrem o corpo anunciam que é hora de partir, pois já me sinto de mim para mim uma memória. Vejo-me como um espaço-tempo já percorrido, sinto-me como se me estivesse a ver num quadro, a ler num livro, impressão morta, terreno pisado e repisado. É hora de partir, arriscar e partir, é hora de recuperar o ser do humano, é hora de navegar e colocar o cuidado do lado do risco.

Desde a nossa alvorada que não somos mais que horizontes de memória, memória em constituição. Da memória dos sentires do ventre, aos primeiros passos, quedas e conquistas, uma constante de referências passadas entre-cortadas por imagens do presente já ido perspetivando um presente que poderá vir. Somos sempre imagem e reflexo, imagem do que foi, reflexo do e no que se que mostra e do e no que se mostrará. Partimos de um nada, para nos constituirmos num nada. Dimensionalmente finitos, constitutivamente possíveis.

E aqui, que sou eu? Menos que memória, traços, esquissos, sem ligação, impossíveis de se fixar neste aleatório, vácuo de ser, sem correspondência, sem raízes ou ramos. Desligado de tudo, não me ligo a nada. Não há opção só condicionamento, um indeterminismo determinado pela circunstância, não de se ser assim ou de outra forma, mas de se estar assim. Um ir sendo para lado nenhum. Estou como um prisioneiro, embora aparentemente livre. Se é um facto que não podemos nunca dizer que somos verdadeiramente livres, porque não o somos, também não é menos verdade que sem laços, sem ligações, desprendidos, aparentado uma suma e verdadeira liberdade - a do ermita - continuamos igualmente presos. É como me sinto, nesta ilha chamada Eu, onde podendo tudo, não posso nada para além do básico. Não há ligação, reflexo, ou registo, elo, nada. Podendo ser tudo, não sou nada. Sobrevivo. 

A vida é a marca do exercício da liberdade e a liberdade a marca do exercício da vida, cama que se faz no constituir do Si. Aqui, nada se constitui, o possível tudo representa o nada, despojado que está do ser do Humano. A liberdade tornou-se uma prisão.
[...]
Está na hora. Esta ausência de balizas está a consumir-me. Não tenho plano para lá do suspiro pós ação.
[...]
Está pronto, está tudo pronto. Um último olhar da falésia sobre a minha obra, ela também um reinventar de mim. Uma amálgama de materiais, veiculo da libertação, seja ela para a morte ou para o regresso à vida, a "mão tijolo" que fez obra. Está na hora de partir, tendo eu forças ou não para tal. Tendo que não tendo, eu sou a força, aliás tenho de ser o que tiver de ser, pois o meu ser constituir-se-á na minha resistência e capacidade para a minha obra, para o meu exercício. Assim, a um tempo explorador e cuidador,  aceito a condição de naufrago, recusando a condição de naufragado. Órfão de ti, órfão de nós -reconhecendo a condição de que tudo morre, mas que nada nos deixa - como progenitor da minha própria vida, parto como navegador solitário, a condição por excelência do ser humano, em busca do porto de abrigo, em busca de ti.

[...]
Até já, sempre teu.
ML» 

quarta-feira, outubro 29, 2014

Abraham Maslow, Anonymous


A Hierarquia das Necessidades. 
 
Maslow nunca leu Platão, aliás se leu, e estando no seu direito de discordar por inteiro, não entendeu e isso sim é uma falha grave, pois não entender Platão é não entender o Homem.
O Homem move-se pelo interesse e pelo desejo e é por eles que se lança na roda viva da expectativa. Com a conjugação de ambos reduz ou torna controlável essa mesma expectativa, tornado assim possível o atingir de estados de felicidade, que contrariamente à ideia de êxtase, eterna loucura ou prazer, se constitui antes numa tranquilidade. Da tranquilidade advém o êxtase, o prazer, a satisfação. Não há hierarquia de necessidades, as necessidades são o básico do humano, há sim um ser que se move pelo desejo e pelo interesse, regrados ou não.

Lisboa, INDEG/ISCTE-IUL, 24 de Outubro de 2014

sexta-feira, julho 25, 2014

Sex Tape = Stupidy Days

Depois de ver em família a idiotice de filme que vi ontem (algo chamado de "Sex Tape" mas que se poderia chamar outra coisa qualquer sem sentido nenhum) cada mais creio e me sustento nisto que escrevi algures em 2003, na tese de licenciatura:

"Há uma essência prévia à existência; Por muito in-esclarecida que esta seja, é sem dúvida uma reserva para a possibilidade de não destituição de sentido; aliás, é ela mesma que sustenta a análise de todo o sentido, pois que é uma base, um suporte."

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Pensamento e Responsabilidade

Faust im Studierzimmer (Fausto no escritório) 
Kersting, Georg Friedrich, 1829


A vida em exame; o exame da vida.

«Aqui estou eu: Filosofia, Medicina e Jurisprudência, >
 E para meu mal até teologia
Estudei a fundo com paciência.
E reconheço, pobre diabo,
Que sei o mesmo, ao fim ao cabo!
Chamam-me Mestre, Doutor, sei lá quê,
E há dez anos que o mundo me vê
Levando atrás de mim a eito
Fieis discípulos a torto e a direito -
E afinal vejo: nosso saber é nada!»

Goethe, Johaan W., Fausto, 1ª parte da tragédia - Noite: 355 a 360, Relógio de Água, 2000, pag., 51



O Pensamento, por si não fazendo nada, possibilita tudo, pois que nos legítima, torna-nos pessoas.